Estava a uns dias atrás olhando uma minissérie recente, e me
chamou a atenção a maneira como o nosso cenário político atual foi abordado.
O Brasil é retratado como um país onde tudo pode nada
importa e onde não levar vantagem sobre alguém é amadorismo.
Realmente, a corrupção em nossa pátria não é mais feita como
antigamente, às escuras, em cantos, na calada da noite.
É feita as claras, em contratos, em gabinetes de altos
postos governamentais, em caixas dois, em desvio de merenda, de remédios, e até
em venda de atendimentos do SUS.
A população aparentemente acostumou-se com a corrupção, não
existe mais aquele sentimento coletivo de indignação que movia o país a cada
denuncia, a cada sentença, a cada condenação.
E com essa apatia de parte da população consagrou-se a
corrupção como parte do esquema de governo em nosso país, mas enganam-se quem
pensa que esses esquemas surgiram com o PT de LULA e Dilma, essa pratica vem
muito antes do PT subir ao poder; tivemos praticas desse tipo no governo Collor
(principalmente), nos governos Itamar e FHC, mas com o PT foi que a pratica
criminosa de formação de uma máfia especializada em sangrar os cofres públicos
se consolidou.
Um diálogo dessa mesma minissérie me marcou, é típico desses
parasitas do poder publico, dessa gente que não pensa em nada a não ser deter o
poder através da exploração da
ignorância de um povo já marcado pela exploração centenária.
“Este não é
um país para principiantes. Este é um país único. Nós não estamos nos Estados
Unidos, com aquela gente loira, de olhos azuis, protestantes. Nós somos um país
mulato, cheio de ginga, informal, sem regras. [...] Este é um país de
analfabetos, o pessoal aqui só tem opinião sobre futebol e escola de samba.”
Será
mesmo essa a verdadeira opinião de nossos excelentíssimos governantes?
Ora,
se avaliarmos a atual composição da câmara dos deputados, veremos que aquilo
mais parece um circo, menos um local onde trabalham legisladores, ou melhor,
onde não trabalham, pois conseguiram encurtar a semana para apenas quatro dias
de trabalho efetivo, sendo que sexta- feira, sábado e domingo folga assegurada.
Alem
de salários altos, cargos comissionados infinitos, auxílios exorbitantes e uma
vida de reis que bancamos para a maioria deles, ainda somos obrigados a engolir
a vagabundagem de deputados que não querem trabalhar sexta-feira. E se fosse eu
ou você a não querer trabalhar sexta-feira, o que aconteceria?
Na certa levaríamos um pé na bunda do patrão e seriamos
chamados de vagabundos.
A “Ginga”, a “Informalidade”, quer dizer a corrupção e o
crime organizado, por que nossos honrados líderes não chamam pelo nome correto?
O medo de serem pegos não existe mais, porque a
impunidade já é certa, aquele poder de mobilização que a UNE e outras
organizações tinham no caso Collor sumiu, evaporou, virou fumaça
verdadeiramente.
O povo se vendeu pela “bolsa mendicância”, e essa
política de pão e circo continua a comprar votos. As ONGs que não deveriam
receber dinheiro do governo, sobrevivem justamente do dinheiro do governo.
Irônico não?
A “Ginga” de nossos governantes é maravilhosa quando se
trata de desvio de dinheiro de nossas escolas, nossos hospitais, creches e ate
de nossas ambulâncias.
Mas essa farra vai acabar, porque o povo vai infernizar a vida desses
saqueadores do dinheiro publico, dessa quadrilha engravatada e com imunidade.
O povo não vai mais passar a mão na cabeça de bandido,
seja ele quem for e qual cargo ocupe.
É melhor estarem avisados, o povo brasileiro não agüenta
mais essa podridão e nem essa sujeirada de vocês.
Nós, pessoas de bem, estamos de olho.
